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Killer Joe: um show de personagens mal construídos 

Killer Joe

 Ano:2011
 Gênero:Policial, Crime
 Diretor:William Friedkin
 Atores:Matthew McConaughey, Emile Hirsch, Juno Temple

O filme de William Friedkin apresenta um humor negro ácido, a violência dos homens e um erotismo amoral que beira o sensacionalismo.  Os filmes desse diretor sempre chocaram por serem indigestos e pouco acessíveis e não é diferente em Killer Joe. Aqui, mais uma vez ele aparece com um personagem marcante que será lembrado para sempre no cinema. Trata-se do detetive Joe, que dá nome ao filme. Ele é policial em tempo integral e assassino de aluguel nas horas vagas. Pelo valor de 25 mil dólares em “cash” e pago antecipado ele dá sumiço em quem você quiser sem deixar pistas. Esse serviço parece ideal para uma família caipira que decide contratá-lo para matar a mãe e ficar com o dinheiro do seguro de vida. Quem tem a “brilhante” ideia é Chris, um jovem traficante, porém, seu pai, madrasta e irmã mais nova Dottie acatam a sugestão.

É com base neste pobre enredo que se desenvolve o filme, que é, na verdade uma adaptação de uma peça teatral de 1993. O filme preserva o amoralismo, através dos seus personagens sem escrúpulos, estúpidos, vazios e perturbados. A família é o símbolo do clichê, pois trata-se de personagens comuns e estereotipados, uma madrasta infiel, um pai submisso, uma irmã aparentemente ingênua e um filho desnorteado. Joe, o matador de aluguel, exige uma garantia, uma vez que só terá o pagamento após a realização do serviço e, por isso, se envolve com Dottie, irmã de Chris com 12 anos, virgem e pura. 

Desde a primeira cena dos dois a sós em um jantar começa o que será uma sucessão de apelação erótica. O diretor não economiza em cenas sugestivas de pornografia, como quando mostra o corpo nu da garota, da madrasta sem calcinha e com os pelos pubianos em destaque logo no início do filme e quando obriga a madrasta a fazer um sexo oral em uma coxa de frango que segura como se fosse seu próprio pênis nos momentos finais da película. Sim, o filme é para quem tem estômago forte e exagera em cenas desnecessárias que beiram o ridículo e o sensacionalismo erótico. Os diálogos são carregados de acidez e, por vezes, são longos em demasia, causando certa apreensão e cansaço no espectador.

Assim como o diretor não economiza em erotismo, também não economiza em cenas violentas e mostra, de maneira explícita, cenas de socos e chutes com direito a muito sangue jorrando na tela. Os atores escolhidos têm atuações medianas, inclusive o excelente Matthew McConaughey que ganha um papel intermediário e que não condiz com seu talento nesse filme. Apesar disso, o filme tem aspectos que lembram os filmes spaghetti e com personagens que remetem aos quadrinhos. Temas como traição, mentira, oportunismo, paranoia e perversão são tratadas no filme. Observa-se no filme a exaltação do exagero e a busca do ser humano pela satisfação plena, por vezes, caricatural demais em planos longos e que valorizam o personagem Joe através do uso do recurso de câmera contra-plongée que valoriza o físico e brutalidade do matador, em contraposição à submissão dos personagens na sua presença.

O filme é, portanto, um show de personagens ruins com apelo erótico e violento construídos de forma pensada e proposital para escancarar a realidade, o lado mais perverso da sociedade através da negação dos valores tradicionais. Um filme verdadeiramente nojento e escroto, mas que, de certa forma, faz refletir sobre o comportamento e desejos humanos.

 
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