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Juliette Binoche: Caché - 4.0 out of 5based on 1 vote

Caché: uma visão cínica da classe média

Cache Juliette Binoche

 Ano:2005
 Gênero:Suspense, Drama
 Diretor:Michael Haneke
 Atores:Daniel Auteuil, Juliette Binoche, Maurice Bénichou

Envolto por pinceladas sombrias de suspense, a obra de arte de Michael Haneke chamada "Caché" em francês e com o significado de "esconder" em português, resume com maestria o roteiro do longa. Com cenas inesperadas e personagens ocultos inspirados no mestre Polanski, retrata o racismo contra os argelinos existente na França. 

Georges (Daniel Auteil), personagem central, de família burguesa, se vê acuado diante de certa perseguição ao receber vídeos filmados de sua casa e alguns desenhos macabros que remetem à sua infância. Com a pressão psicológica que o acomete e com o desejo de esconder seu passado, ele coloca em cheque quem realmente é vítima nessa perseguição - se ele ou os argelinos que trabalharam em sua casa. Faz parte da trama como personagem secundário sua esposa (Juliete Binoche).

Apesar do cineasta ser alemão, este filme é rodado na França com tomadas longas e câmara parada, transformando o espectador em observador participante da trama. Ultimamente, o cineasta em seus últimos filmes tem preferido utilizar os cenários e também atores da França para retratar suas histórias sempre muito bem desenvolvidas e críticas. Como de costume e em Caché não é diferente, ele se utiliza da classe média para tratar algum horror social. A tensão dos seus filmes é tratada com naturalidade, através da expressão dos problemas e intolerância cotidianas e é isso que o faz ser um dos maiores cineastas de suspense.

O filme logo no início começa de forma completamente inovadora com a aparição dos créditos iniciais de forma contínua como se estivessem sendo digitados naquele instante na tela de cada telespectador. A imagem parada ao fundo que mal parece se movimentar é a casa do casal e logo percebemos que alguém a está observando e quiçá filmando e que assim como o observador fazemos parte daquele momento de invasão de privacidade. A sensação é a de estarmos bisbilhotando e invadindo a vida do casal, assim como o argelino. O filme conta também com o recurso de flashback com cenas do passado de George que as vezes confunde o espectador que fica sem saber se a cena mostrada trata-se de um novo personagem ou foi utilizada para reforçar a história. 

Neste filme se destaca a assombração de fatos do passado dos personagens que, por mais que pareçam escondidos e esquecidos retornam para atormentar e abalar a estrutura aparentemente feliz e normal da família burguesa. A sensação de culpa pessoal somado à paranoia geradora da própria culpa faz com que o personagem principal perca a completa noção do certo e errado e tenha resistência em assumir suas condutas e atos do passado. 

O interessante também da obra é que em nenhum momento sentimos pena da família perseguida, pois eles se apresentam também como meros mortais com defeitos e com muito a esconder sobre seus passados. A tensão que envolve o filme apenas poderia levar ao acerto de contas, ao final. Haneke, mais uma vez, cumpre o seu papel de levar o espectador à reflexão acerca da sociedade com maestria.

 
4.51111111111Rating 4.50 (1 Vote)
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