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Azul é a cor mais quente - 5.0 out of 5based on 1 vote
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Azul é a cor mais quente trata da descoberta do amor de uma ótica diferente

O longa trata da primeira descoberta do amor em um relacionamento lésbico e faz uma reflexão sobre os dramas pessoais humanos.

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Sinopse
O filme narra a história de Adèle (Adèle Exarchopoulos), uma estudante do colegial de 17 anos com dramas comuns que descobre no azul dos cabelos de Emma (Léa Seydoux), sua primeira paixão por outra mulher.
 
 FICHA TÉCNICA
 Título original:La Vie d'Adèle
 Ano:2013
 Diretor:Abdellatif Kechiche
 Duração:179 minutos (2h59 min)
 Gênero:Romance, Drama
 Atores:Léa Seydoux, Adèle Exarchopoulos, Salim Kechiouche
 País:França

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Curiosidades

1 - As duas atrizes mal tinham se cumprimentado e tiveram de gravar a cena de sexo juntas.
2 - Os pais da atriz principal, Adèle, ficaram um pouco surpresos ao assistir ao filme, uma vez que não sabiam sobre as cenas explícitas, mas encararam tudo com maturidade.
3 - O diretor queria chegar na alma do telespectador e não fez distinção de comunidades ao produzir o filme, nem tentou favorecer nenhum lado.
4 - O filme ganhou a Palma de Ouro no Festival em Cannes.
5 - O filme foi aclamado pela crítica, mas recebeu muitas críticas negativas de feministas que acharam que o diretor inseriu um olhar masculino à narrativa.
6 - O diretor foi acusado pelas duas atrizes principais, após o filme, de ter tido um comportamento abusivo durante as filmagens, fazendo-as repetirem cenas por seis horas até alcançar a perfeição pretendida, além de gritar e humilhá-las em diversos momentos. Ambas contam que nunca mais querem trabalhar com o diretor.

O filme dirigido por Abdellatif Kechiche, naturalizado francês, mas nascido na Tunísia trata de questões pertinentes, atuais e polêmicas como a obtenção do prazer, o primeiro amor, a auto-descoberta pessoal, a pressão sobre o futuro profissional e a necessidade de ser bem sucedido. Apesar de longo, mal se percebem as quase três horas de filme que passam como um piscar de olhos com cenas intensas e cruas que mostram nada mais do que a verdade de cada uma das duas personagens principais: Adèle e Emma.

Adèle é uma estudante de 17 anos, apaixonada por literatura (que completa 18 no decorrer da narrativa) e que começa a descobrir seus desejos, prazeres e anseios e se move através de suas emoções e vontades. Já Emma é uma estudante do quarto ano de Belas Artes, apenas alguns anos mais velha que Adèle e que busca o sucesso profissional através da exposição de seus quadros intensos e nada comerciais. Ambas se cruzam entre encontros e desencontros e vivenciam uma grande paixão que deixam marcas profundas. Porém, o foco maior não é no romance lésbico, sendo isso apenas uma pincelada do filme, mas sim o drama existencial que a personagem principal Adèle vive tendo de lidar com todas as questões conflitivas naturais e inerentes ao ser humano e, no caso dela em específico, sem o amparo dos pais nem dos amigos que a abandonam ao descobrirem sua orientação sexual. Apesar dessas cenas de rejeição não serem mostradas, isso fica subentendido ao vermos Adèle vivendo na casa de Emma e dando aulas em uma escola infantil, com outra rotina, outros convívios e amizades.  

Azul E A Cor Mais Quente 1

Azul é a cor mais quente nos quadrinhos

Inspirado na história em quadrinhos homônima de Julie Maroh, "Azul É a Cor Mais Quente" trouxe algumas modificações na história, uma vez que corta várias cenas que poderiam tornar o filme mais pesado e crítico. É o caso de algumas cenas que foram gravadas mostrando a reação dos pais de Adéle ao descobrirem sua orientação sexual e quando ela se vê abandonada por pais e amigos conservadores, vendo-se completamente excluída do meio social em que vivia. Essa cena e algumas outras filmadas pelo diretor foram deixadas de lado, por carregarem um peso desnecessário à narrativa e fugirem ao propósito do longa. Além disso, uma outra alteração do filme em relação aos quadrinhos é o nome da protagonista que no HQ se chama Clementine, mas que o diretor substituiu por Adèle por acreditar que ficaria mais natural, uma vez que trata-se do próprio nome da atriz e por gostar do fato de o nome significar “justiça” em árabe, o que tem tudo a ver com liberdade – uma das questões principais do filme.  

 Azul E A Cor Mais Quente 2

Técnica, cenas e fotografias incríveis

Para captar a alma dos personagens e transmitir isso ao espectador, o diretor trabalhou quase o tempo todo com closes nos rostos das atrizes. O seu modo de filmagem sempre cru, sem firulas e sem movimentos de câmera inovadores não é novidade. Essa técnica é utilizada também em seus outros filmes, principalmente “O Segredo do Grão” que também escancara a realidade bem à frente do espectador fazendo uso do natural. Em muitas cenas, Kechiche deixou a câmera rodar sem marcações, sem falas decoradas, assim como na vida, contribuindo para a naturalidade encontrada no filme, repleta de cenas singelas, verdadeiras, intensas e belas. A fotografia é uma das características que se destaca no longa, por ser natural e captar pequenos detalhes.

Azul E A Cor Mais Quente 3

Cenas longas de sexo lésbico

O longa é composto por várias cenas de sexo explícito, mas a mais longa possui 6 minutos. As cenas são repetidas e mostradas de modo natural, sem cortes e com filmagens que mostram ambas as personagens completamente nuas, se tocando, se masturbando, se beijando, fazendo sexo oral uma na outra e se esfregando para chegar ao clímax. As cenas permeadas por sons de gemidos estampa nas telas toda a intensidade da paixão ardente que elas vivem, em uma relação que se constitui principalmente pelo carnal e o desejo desesperado, em uma busca pela satisfação sexual desenfreada e insaciável.

Azul E A Cor Mais Quente 4

Um filme sobre a liberdade e o amor

O filme não se pretende “machista”, como muitas pessoas, principalmente feministas acusaram, pois tem o objetivo de banalizar o amor homossexual, torná-lo comum. Assim, não se pretende necessariamente criticar ou apontar o dedo para a sociedade puritana, apenas mostrar, tal qual uma pintura, como se dá a realidade, assim como um observador alheio a tudo, mas que se identifica com os dramas vividos por Adèle. 

Azul E A Cor Mais Quente 5

Algumas pequenas cenas críticas que merecem destaque trata-se do momento em que Adèle conhece os pais de Emma que, apesar de serem "mente aberta" e aceitarem a homossexualidade, possuem visões profissionais conservadoras e demonstram certa insatisfação com a escolha profissional de Adèle em ser professora infantil. Já na outra cena, em que Emma conhece os pais de Adèle, percebe-se que eles não aceitam e não concordam com uniões homoafetivas e acreditam que a profissão artística de Emma não passa de um passatempo, que não poderá gerar retorno financeiro e, por isso, ela deveria se amparar na renda de um marido que deveria sustentá-la enquanto ela "brinca" de pincelar quadros, naquele discurso ultrapassado e ainda em voga em pleno século XXI sobre a necessidade do homem prover a família em um lar, obviamente, heterossexual. Para completar outra cena crítica, desta vez mais impactante, é o momento em que suas “amigas” a xingam de “lambedora de bocetas” apenas por verem ela na companhia de Emma em frente ao colégio, gerando um profundo mal estar em Adèle.

O longa, apesar do romance homossexual de Adèle, não pretende levantar nenhuma bandeira LGBT, apenas narra a história de um primeiro amor e, principalmente, os problemas, frustrações da vida de uma jovem que está descobrindo o mundo tanto no âmbito afetivo, sexual, quanto cultural e profissional. Um filme profundo e belo que merece ser visto e revisto desvelado de preconceitos!

Azul E A Cor Mais Quente 6

E você já assistiu? O que acha desse filme? Deixe suas considerações nos comentários!

Outros filmes do diretor

  • O Segredo do Grão (2007)
  • Vênus Negra (2009)
  • Esperança e Preconceito (2005)
  • A Esquiva (2003)
  • A Culpa de Voltaire (2000)
 
51111111111Rating 5.00 (1 Vote)
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